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Investimentos: descomplicando a arte de investir

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É quase um consenso que o universo dos investimentos é complexo e que as principais entidades desse meio usam uma linguagem inacessível, o que complica mais ainda a vida de quem está se organizando financeiramente em busca de começar a investir.

Entretanto, é importante que você saiba desde já que aprender a investir bem é muito mais fácil do que se imagina.

O objetivo deste artigo é destrinchar o conceito de investimento, de forma que, após esta leitura, você enxergue o mundo dos investimentos de forma mais clara.

O que são os investimentos?

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Um bom ponto de partida para que os investimentos sejam descomplicados, é definir o que de fato são os investimentos e o que caracteriza essas aplicações financeiras.

Investir, de forma mais resumida possível, é aplicar seus recursos excedentes em busca de uma valorização futura sobre o seu capital aportado.

Um primeiro mito que deve ser quebrado é o seguinte: Só quem pode investir são pessoas muito ricas ou milionárias, pessoas normais não conseguem investir.

Claro, saber empreender e gerar renda torna muito maior a probabilidade de que haja um excedente de recurso e, por consequência, que a pessoa possa investir.

Entretanto, criar o hábito de economizar está sobre o alcance de grande parte das pessoas, que muitas vezes não tem a disciplina de poupar parte dos seus recebimentos e investi-los, justamente por achar que investir é muito complicado.

Evidentemente, para fazer investimentos inteligentes é necessário estudo e compreensão da dinâmica dos ativos que o investidor está buscando.

Até porque existem diversos tipos de investimentos, cada um com suas especificidades, seja em relação a sua forma de rendimento do capital aplicado ou na tributação imposta sobre o investimento.

Características dos investimentos

Quando falamos dos investimentos financeiros, no ponto de vista das finanças pessoais, mesmo com as diferenças existentes entre as diversas categorias, é esperado que todos compartilhem algumas características, como:

Na grande maioria das vezes, não são de prazo curtíssimo. Dependendo do perfil e do objetivo do investidor.

Tipos de investimentos

Para que investir deixe de ser um bicho de sete cabeças e seja facilmente assimilado pelas pessoas em geral, é necessário que os diversos tipos de investimentos sejam conhecidos, destacando as principais características e estratégias relacionadas às aplicações financeiras.

Então, todas pessoas que desejam investir devem entender suas necessidades e ambições financeiras, para que assim, possam decidir quais investimentos mais contemplam suas necessidades.

Um lembrete importante sobre isto é: se você conhece os investimentos e entende do que se tratam, dificilmente vai ser enganado por bancos e instituições financeiras que vão tentar te convencer a aplicar o seu dinheiro em determinado ativo que só beneficia a própria instituição.

Diante isso, conheça e entenda os principais tipos de investimento.

Investimento de renda fixa

Você já parou para pensar como um banco lucra?

Bom, parte dos seus recursos são advindos dos juros cobrados aos consumidores pelo capital emprestado aos mesmos.  

Os investimentos de renda fixa funcionam de forma praticamente análoga, mas neste caso quem lucra com os juros compostos são os investidores e quem toma os empréstimos são as próprias instituições financeiras, o tesouro nacional ou até mesmo empresas 

As aplicações de renda fixa podem ser divididas entre os títulos pré-fixados, pós-fixados e híbridos (com características de ambos). 

Títulos pré-fixados

Rendem em relação a algum índice financeiro-econômico, como o IPCASelic ou CDI, onde a rentabilidade futura é prevista, já que a aplicação está sendo fixada a um índice relativo ao momento de compra do título.  

São mais interessantes para momentos onde se espera uma redução dos juros, por exemplo. 

Títulos pós-fixados

Assim como os préfixados, o rendimento desses títulos depende de índices financeiros.

Por outro lado, os investidores que optam pelos títulos pós fixados só saberão a rentabilidade no fim do período da aplicação.  

Dentro dos títulos pós e pré-fixados, existem diversas opções de aplicações de renda fixa, podendo ser negociados através de títulos públicos e títulos privados.  

Entre os principais investimentos de renda fixa estão:

  • Títulos do tesouro;
  • CDB´S;
  • LCI e LCA;
  • Debêntures;
  • CRI e CRA.

Títulos do tesouro

São empréstimos feitos ao governo que serão pagos com acréscimo de juros. 

Portanto, os títulos do tesouro direto são ótimas opções para investidores conservadores que buscam mais segurança em seus ativos, já que são seguros, apresentam uma rentabilidade aceitável. 

 As variações disponíveis de títulos são:  

  • Tesouro Selic – com liquidez diária.  
  • Títulos Pré Fixados – a taxa contratada no momento da compra será recebida se o investidor mantiver o título até o vencimento.  
  • Tesouro IPCA + % – taxa fixada no momento da compra acrescida de rendimento pós fixados atrelado ao índice de inflação.

CDB´S

De forma análoga aos títulos de dívidas do governo que são negociados através do tesouro direto, os CDBs (Certificados de depósito bancário) são título de investimento de renda fixa dos bancos.  

Os CDBs são investimentos de perfil moderado que contam com o FGC (fundo garantidor de crédito) em casos de inadimplência do banco.  

LCI e LCA

O LCI e o LCA são letras de crédito (imobiliária e agronegócio) que são emitidas por bancos para financiar as atividades desses setores econômicos.

A vantagem do LCI e do LCA é a isenção do imposto de renda sobre esta aplicação financeira.

Debêntures

As debêntures são títulos de dívidas de empresas que não são instituições financeiras ou o próprio governo.

Algumas debêntures também contam com a isenção fiscal caso as empresas participem de um setor incentivado economicamente.

CRI e CRA

Os certificados de recebíveis (Imobiliários e agronegócio), o CRI e o CRA, são outras opções que estão isentas da cobrança do imposto de renda.

Possuem vantagem em relação as letras de crédito em períodos de queda da taxa de juros, por exemplo.

Investimentos de renda variável

Diferente dos investimentos de renda fixa que são fixados em índices e que possuem previsibilidade de rendimento, as aplicações de renda variável não funcionam desta maneira. 

 Você investe na posse de ativos, que podem ser cotas de fundos de investimento ou ações de empresas das quais deseja ser sócio. 

Por isso, os investimentos de renda variável são considerados mais arriscados que os de renda fixa.

Mas, no mundo dos investimentos, normalmente, onde existem mais riscos a rentabilidade tende a ser maior.  

Mas não se confunda. Por ser mais arriscado do que os investimentos de renda fixa, não significa que investir em renda variável é uma prática de cunho puramente especulativo como uma aposta.  

Mas para que o seu investimento em renda variável seja bem fundamentado e apresente chances de maior rentabilidade, é importante conhecer bem os principais tipos de investimentos em renda variável e estudar os ativos que chamem sua atenção.  

Ações

Oinvestimentos em ações, sem dúvidas, são os mais populares dentro da categoria da renda variável.  

Basicamente, as ações são papéis negociados na bolsa de valores que representam uma “participação” dentro de uma empresa de capital aberto.  

As empresas abrem o capital ao entrarem na bolsa visando captar recursos para expandir seu negócio.  

investidor na bolsa de valores, por sua vez, compra os papéis que foram disponibilizados, se tornando um “sócio do negócio”, já que possui uma pequena parte da empresa.  

Portanto, fica claro que para investir em ações você deve estudar bem a empresa e analisar o mercado no qual ela está inserida, para assim aumentar as chances de ser sócio apenas de empresas prósperas.  

As variações de curto prazo também podem assustar um pouco o investidor mais conservador.

O ideal é que o investimento em ações seja embasado em uma boa tese de investimentos que esteja de acordo com os objetivos particulares. 

FII’s (Fundos imobiliários)

Os FII´s são fundos de investimentos imobiliários que são controlados por algum administrador que aplica os recursos do fundo em ativos imobiliários, como:

  • Shoppings;
  • Hotéis;
  • Hospitais;
  • Galpões logísticos;
  • Imóveis residenciais;
  • Títulos de dívida imobiliários como o LCI, por exemplo.

São fundos que podem trazer uma rentabilidade atrativa, mas têm como principal vantagem a distribuição de dividendos isenta de IR.

Muitas ações também pagam dividendos aos seus acionistas.

Mesmo assim, os fundos imobiliários tendem ser a melhor opção para quem busca dividendos atrativos.

Fundos de investimentos em ações

Os fundos de investimentos em ações funcionam de forma semelhante aos fundos imobiliários.

Normalmente, o fundo é controlado por algum gestor ou administrador que vai fazer a seleção dos ativos, que neste caso são ações.

Assim,  o administrador espera que as ações selecionadas tenham de forma conjunta um rendimento superior ao índice Bovespa, pelo menos.

O investidor deve estar atento aos fundos, já que muitas vezes são cobradas taxas de administração e de performance altíssimas, tornando o retorno menos interessante para quem está investindo.

Imóveis

Os imóveis são populares como forma de investimento no brasil.

As pessoas compram imóveis acreditando em sua valorização futura e, principalmente, para alugá-los e garantir uma renda através do valor cobrado pelos aluguéis.

Quem gosta dos investimentos em imóveis defende que, além de ser uma forma de investimento, o imóvel é uma garantia futura de ter um lugar para chamar de seu.

Mas, como um investimento propriamente dito, os imóveis ficam para trás das ações e dos fundos imobiliários por algumas razões:

  • Valorização de longo prazo dos imóveis possuem um caráter mais especulativo;
  • Existe um custo de manutenção dos imóveis;
  • Os imóveis podem passar um período sem serem alugados, ou seja, sem gerar nenhuma renda.

Outros “investimentos”

Após ler sobre os tipos de investimentos listados acima, você pode estar sentindo falta de alguns “investimentos” que não foram citados.

Pois bem, existem muitos ativos que são considerados investimentos, mas na verdade não são.

Ou que são investimentos tecnicamente, mas apresentam desvantagens em relações a outras aplicações.

Títulos de capitalização

Inicialmente é importante deixar claro que o título de capitalização não é investimento.

Para que você entenda por que o título de capitalização não é investimento, é interessante entender como funciona esse jogo.

Ao contratar um título de capitalização, o banco no qual você contratou o serviço retirará mensalmente uma quantia pré-acordada da sua conta até o fim do período de vigência do contrato.

Claro, durante o período de vigência você concorrerá a prêmios em dinheiro. Entretanto, a possibilidade de ser sorteado é muito baixa.

Ou seja, o que normalmente acontece é: O banco devolve o total que você aportou durante o período no fim do contrato, sem nenhum ganho a mais.

Portanto, com o título de capitalização, a pessoa passa um longo período aportando capital mensalmente, sem liquidez nenhuma (o dinheiro só pode ser retirado ao fim do contrato) e a valorização do capital é ínfima.

Não é difícil perceber que este produto é interessante apenas para os bancos, que vendem o título de capitalização como se fosse uma poupança programada e benéfica para o investidor.

Poupança

Diferente dos títulos de capitalização, a poupança tecnicamente pode ser considerada uma forma de investimento.

Por sinal, ainda é a aplicação mais popular entre os brasileiros que decidem investir.  

O motivo pelo qual a poupança não foi citada anteriormente quando falávamos dos investimentos de renda fixa é o seguinte: A poupança é a aplicação mais procurada nacionalmente, no entanto oferece rendimentos abaixo da taxa básica de juros praticada no mercado, além de ter rendimentos fixo na data de aniversário do depósito. 

 Enquanto existem várias outras aplicações que são tão seguras quanto a poupança, mas apresentam uma rentabilidade mais atrativa.  

Além disso, outros pontos negativos dessa popular aplicação financeira, são: 

  • Existe promessa de rentabilidade, mas não existe promessa de lucratividade 
  • Se for resgatada antes da data de rendimento, o investidor é prejudicado;  
  • Muitas vezes rende abaixo da inflação, não preservando o seu poder de compra. 

COE

Bom, se você ainda não ouviu falar do COE (Certificado de Operações Estruturadas), provavelmente quando tiver seu primeiro contato com uma corretora de investimentos encontrará esse investimento como uma recomendação. 

Assim como a poupança, o COE é um tipo de investimento. Entretanto, de forma semelhante ao título de capitalização, este produto entrega uma margem de lucro maior para instituição financeira do que ao investidor.  

Isto porque, o custo de formação da carteira de derivativos do COE é um, e o preço repassado ao investidor é completamente outro.  

Ou seja, o spread do COE é altíssimo, principalmente porque o investidor comum não sabe precificar bem os ativos que fazem parte do COE.  

Ainda assim pode fazer sentido para alguns investidores. Vale a pena analisar o alinhamento com os objetivos e se existem opções indicadas. 

Investimento ou especulação

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Mesmo quando falamos de investimentos como o mercado de ações, por exemplo, existem algumas práticas que não se configuram como um investimento propriamente dito.

por exemplo, os day traderes compram ações buscando valorização diária para vender e obter lucro dentro do mesmo dia. Atuam a partir de análises gráficas e de forma especulativa 

Especular é uma prática diferente de investir, mesmo que ambas possam parecer ter o mesmo objetivo de lucratividade. 

especulação é a prática de compra de ativos financeiros com o objetivo de ganho de curto prazo.  

Normalmente, para especular, o investidor não faz uma análise fundamentalista sobre o ativo e costuma basear-se nos gráficos que mostram a oscilação de preço ao longo do tempo.  

O ponto central é destacar que investimento e especulação são práticas distintas e que devem ser adotadas para objetivos distintos.  

A especulação pode ser recomendada para pessoas que já possuem uma solidez patrimonial e que querem destinar uma pequena parte dos seus recursos para ativos mais voláteis e arriscados.  

Caso a especulação dê certo, o retorno pode ser muito interessante. E, caso dê errado, somente uma pequena parte do recurso do investidor será afetada.  

Também é possível especular com outras operações como contratos derivativos e criptomoedas, como o Bitcoin

Perfis de investidores

Para quem está pensando em começar a investir é essencial entender quais são seus objetivos e necessidades financeiras.

Assim, existem alguns perfis de investidores que são determinados a partir do chamado tripé dos investimentos, que são os pontos que vão definir as necessidades e preferências do investidor.

  • Liquidez: Velocidade em que o ativo é convertido em dinheiro;
  • Segurança: Nível de risco do investimento;
  • Rentabilidade: Nível de retorno obtido a partir do capital aportado.

Basicamente, a partir desses pontos, são definidos 3 tipos de perfil de investidor: Conservador, moderado ou arrojado.

Perfil conservador

O perfil de investidor conservador é aquele que prioriza a segurança e a liquidez na sua carteira de investimento 

Ou seja, quem se enquadra neste perfil tem aversão ao risco e deseja que seu capital possa ser facilmente resgatado.  

Normalmente, a carteira recomendada para este perfil deve ser formada majoritariamente por títulos de renda fixa.  

Perfil moderado

investidor moderado valoriza a liquidez e segurança em uma parte dos seus investimentos, mas está disposto a aceitar um risco maior, principalmente se tratando de investimentos de longo prazo. 

perfil moderado tende a procurar por investimentos de renda fixa, mas também direciona parte dos seus recursos para fundos de investimentos, ações que pagam dividendos e outras opções de renda variável 

Perfil arrojado

Um investidor arrojado tem como prioridade a rentabilidade dos seus investimentos. Pode até direcionar uma pequena parte dos seus recursos para ativos mais seguros e de alta liquidez. 

Mas, opta principalmente por ativos com grande capacidade de valorização de curto e/ou longo prazo, como ações e fundos imobiliários.  

A definição dos perfis é interessante para que pessoas que estão buscando começar a investir saibam quais ativos são mais interessantes de acordo com as suas preferências, necessidades e até mesmo sua personalidade.  

É comum que ao iniciar a uma carteira de investimentos, o investidor tenha preferência pela liquidez e segurança para seus primeiros recursos. 

Mas com o passar do tempo, com a evolução do patrimônio e ganho de experiência, é recomendável que o investidor diversifique sua carteira, personalizando-a da forma mais condizente com suas preferências e com seu planejamento financeiro. 

Como começar a investir?

Muitas pessoas se perguntam como começar a investir. Bom, uma coisa é certa: Quanto mais cedo você começar a investir melhor.  

Isto porque seu dinheiro terá um prazo maior para render, seja sobre o efeito dos juros compostos, da valorização dos ativos ou do pagamento de dividendos.  

Como já dito antes, não existe uma renda mínima para que você possa ser investidor. Tudo vai depender da sua organização financeira. 

Se sua capacidade de aporte mensal for de R$100,00 (ou menos) atualmente, não tem problema. Na verdade, já é um ótimo começo. 

Para começar a investir, basta abrir uma conta em uma corretora de valores independente, que é a instituição financeira responsável por intermediar a compra ou venda de ativos financeiros. 

 Apesar da relação ser mais favorável ao investidor através das corretoras de valores independentes, também é possível investir através de bancos de varejo ou digitais (em determinados títulos). 

Hoje em dia, com o aumento do número de corretoras de investimentos disponibilizando serviços online, o investidor pode abrir sua conta, transferir suas economias e começar a investir sem sair de casa.  

3 dicas para o investidor iniciante

Com certeza, muitos investidores experientes gostariam de ter recebido algumas dicas no início de sua jornada, o que teria evitado muitas perdas e aprendizados na prática.

Portanto, para quem está começando, existem alguns ensinamentos valiosos que farão que a pessoa comece seus investimentos com o pé direito, se prevenindo de alguns erros recorrentes.

1. Primeiramente, estude sobre investimentos

Quando se trata do seu dinheiro, ninguém é mais qualificado do que você para saber o que precisa ser feito para alcançar os seus objetivos financeiros.

Para evitar que bancos, corretoras de valores ou empresas empurrem produtos financeiros desvantajosos para você, só existe uma forma: Educação financeira e estudo sobre investimentos.

Se você conhece os ativos e as propriedades de cada um deles, conseguirá ter autonomia para tomar as decisões quanto as suas finanças e saberá quanto alguma instituição financeira estiver tentando lucrar em cima de você.

Claro, mesmo estudando sobre o assunto, é interessante procurar conversar e aprender com quem tem mais experiência e é referência no assunto.

Mas, nunca aceitando o que alguém recomenda como uma verdade absoluta.

2. Fuja das altas taxas de corretagem e administração nos investimentos

Quem está começando a investir, certamente ainda está no processo de construção do patrimônio. Ou seja, a disponibilidade de recursos ainda não é muito grande.

Da mesma forma que é essencial economizar para sobrar mais dinheiro para os seus investimentos, é necessário se livrar de taxas de corretagem e administração que podem ser revertidas em mais dinheiro investido.

As taxas de corretagem são os valores cobrados pelas corretoras de valores para a intermediação na compra de ativos financeiros. Hoje em dia, já é possível achar corretoras que cobram muito barato ou até mesmo que não cobram nada.

E as taxas de administração são mais comuns em fundos de investimentos. É necessário estar atento a essas taxas que podem tornar os investimentos desvantajosos.

3. Diversifique os investimentos

Diversificar a carteira de investimentos é um ensinamento muito importante para quem está começando a investir.

Principalmente para quem está investindo no mercado de ações, que possui um risco maior, diversificar os investimentos é essencial.

Uma ótima dicas é investir em empresas de diferentes setores econômicos.

Caso, por algum motivo macroeconômico, um setor esteja desacelerado, isso não prejudicará o rendimento da sua carteira.

Além disso, possuir uma carteira diversificada pode gerar um fluxo de caixa constante dos seus investimentos, recebendo dividendos, remunerações e valorizações distintas.

Melhores investidores: em busca de inspiração para os seus investimentos

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Para quem é iniciante, além de conhecer algumas dicas de como começar a investir com o pé direito, é interessante saber quem são alguns dos melhores investidores do Brasil e do Mundo.

Conhecendo alguns deles, o investidor terá boas referências para começar a aprofundar um pouco mais seus conhecimentos na área.

1. Warren Buffet

Sem dúvidas, para todos que entendem minimamente sobre investimentos, Warren Buffet é e sempre será uma das maiores referências.

Ele que já foi inúmeras vezes listado como a pessoa mais rica do mundo, tem uma tese de investimentos que vem sendo cada vez mais adotada por investidores de sucesso.

O foco do método de Warren Buffet é o longo prazo. Existe algumas práticas amplamente defendidas pelo investidor para o sucesso com a aplicação em ações:

  • Entender se a empresa é saudável financeiramente;
  • Conhecer o histórico de resultado da empresa;
  • Entender o mercado no qual a empresa está inserida;
  • Ter paciência e não se deixar levar por flutuações de curto prazo.

2. Peter Lynch

Peter Lynch é um investidor americano de muito sucesso.

Seu método de escolha de ações para formação de uma carteira de investimentos é usado por muitos investidores.

Ele é reconhecido pelo seu sucesso como gestor de um dos melhores fundos de investimentos da sua época, o Fidelity Magellan Found.

Lynch passou aproximadamente 13 anos na gestão do fundo que, anualmente, bateu o índice S&P 500, que é um índice composto por 500 ações de empresas listadas nas bolsas da NASDAQ ou NYSE.

3. Luiz Barsi

Luiz Barsi é o maior investidor pessoa física do Brasil, portanto, o conhecer e saber sua história é muito importante para quem quer começar a investir na Bovespa, a bolsa de valores do Brasil.

Diferente da maioria dos grandes investidores, o Luiz Barsi teve um origem muito humilde e construiu todo o seu patrimônio do zero.

Ou seja, para quem também vai começar a construir o seu patrimônio do zero, conhecer a história de Luiz Barsi e seus ensinamentos pode ser um importante passo.

4. Décio Bazin

Pelos seus importantes ensinamentos e por ser o autor do único livro brasileiro que o próprio Luiz Barsi recomenda para os investidores, Décio Bazin não pode ficar de fora desta lista.

Décio Bazin não ficou famoso apenas pelo seu grande patrimônio, mas, também, o seu sucesso se deve a suas contribuições teóricas ensinadas no seu livro “Faça fortuna com ações antes que seja tarde”.

Ele popularizou o conceito de Dividend yield e outros indicadores baseados nos dados do balanço patrimonial da empresa, o que possibilita que o investidor entre em negócios seguros, saudáveis e rentáveis.

Investimentos e bolsa de valores no Brasil

Em épocas de baixas taxas de juros, por exemplo, mais pessoas tendem a procurar outra classe de investimentos mais rentáveis 

Entretanto, mesmo em épocas de baixa ou de controle da taxa de juros, a resposta sobre o número de investidores na Bovespa ainda não é ideal.  

O Brasil lutou por muito tempo para atingir o patamar de 1 milhão de investidores na bolsa de valores, o que representa em aproximadamente 0,5% da população brasileira. 

Esse valor ainda é muito baixo se compararmos com os Estados unidos, onde 65% das pessoas investem em ações.  

Apesar de ter atingido a marca de mais de 1 milhão de investidores, a bolsa de valores brasileira ainda deve crescer bastante, conquistando uma grande parcela da população.  

Apesar da constatação de que o rendimento da caderneta de poupança é baixíssimo em comparação a outras opções disponíveis, este ainda é o investimento preferido entre os brasileiros.  

Quando devo começar a investir?

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Muitas pessoas se perguntam: Quando começar a investir? Bom, certamente, não existe uma resposta exata e uma idade limite em que alguém deve começar a aplicar seus recursos.

Na verdade, como já dito anteriormente, quanto mais cedo começar a investir melhor, já que o investidor terá mais tempo para que os juros compostos trabalhem ao seu favor e os negócios investidos evoluam.

Entretanto, existem alguns passos essenciais a serem feitos antes do pontapé inicial nos investimentos:

  • Se livrar de dívidas existentes, principalmente as que tenham altos juros;
  • Se organizar financeiramente e criar um planejamento;
  • Estudar sobre os investimentos e se educar financeiramente.

Seguindo esses passos, a pessoa estará pronta para a entrar no mundo dos investimentos e colher todos os frutos que o mercado financeiro pode proporcionar.

Escrito por

Especialista em Finanças Corporativas pela Fundação Getúlio Vargas. É formado pelo Programa de Profissionais do Mercado Financeiro da Bolsa de Valores de São Paulo e pelo Programa CVM de Professores para Mercado de Capitais, Avaliador de Empresas pela NACVA - National Association of Certified Valuators and Analysts (EUA). Fundou a Empreender Dinheiro para democratizar o acesso à Educação Financeira de Alto Poder Transformacional e já impactou diretamente mais de 50.000 pessoas em suas soluções educacionais.

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